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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

ACERT - 20 DIZER



20 DIZER



M/12

A palavra com som, cor, corpo e alma. Um duo com muita gente dentro. 

“A palavra falada é imediata, local, geral.”
Fernando Pessoa

José Rui Martins e Luísa Vieira partilham o palco num exercício de comunicação, explorando a musicalidade da palavra e a simplicidade de dar voz a seduções emotivas.
A leitura poética voando em múltiplas geografias com sonoridades que a embalam e impacientam.

“(…) A palavra escrita, ao contrário, não é para quem a ouve, busca quem a ouça; escolhe quem a entenda, e não se subordina a quem a escolhe.”
Fernando Pessoa

A interpretação poético-musical a renovar-se na inspiração da palavra. O poema adquirindo novas matizes, corpos e a humanidade em que respira.
A palavra migrando em sonhos, sobressaltos, pavores e coragens. Insubmissa e irreverente.

“No ofício da verdade, é proibido pôr algema nas palavras.”
Carlos Cardoso

A música em incessantes movimentos, adoçando e resistindo a sentires e sentidos por onde a palavra devaneia.

“Com raiva,
o poeta inicia a escrita
como um rio desflorando o chão.
Cada palavra é um vidro em que se corta.”
Mia Couto

Palavras de sabor poético ditas e musicadas. Momentos íntimos e despretensiosos espalham recados de indignação ou carinho pelos segredos da vida e por uma felicidade de compartilhar desassossegos.

“[Palavra]
Gritado é força
Às vez é fraqueza
Rimado é beleza
Rumado é blá-blá
Xintido é oraçon
Di bô é simplesmente um língua na nha boca"
Mário Lúcio Sousa

Poesia ambulante? Música à solta? Tão somente, palavras e sonoridades cruzadas por um duo que naturalmente teatraliza situações e sentimentos sinceramente expressos.

“A palavra madura é espetáculo.
Canta.
Vive.
E respira. Para tudo isso
basta
uma mão inteligente que a trabalhe,
lhe dê a dimensão do necessário
e do sentido
e lhe amaine sobre o dorso
o animal que nela dorme destemido.”
Eduardo White

Os inúmeros espetáculos realizados não provam mais nada que não seja o prazer de fazer de cada palco um espaço de relação emotiva com audiências que saboreiam um duo com muita gente dentro. Teatros, bares, bibliotecas, escolas, hospitais e espaços não convencionais têm acolhido este espetáculo que se ajusta a audiências distintas, procurando estreitar distâncias entre o público e a declamação teatral musicada.

“Cada palavra é dita para que não se oiça outra palavra. A palavra, mesmo quando não afirma, afirma-se. A palavra não responde nem pergunta: amassa. A palavra é erva fresca e verde que cobre os dentes do pântano. A palavra é poeira nos olhos e olhos furados. A palavra não mostra. A palavra disfarça.”
José Saramago



Se é certo que não há coisa sem nome, também é certo que há recantos da vida que não se podem traduzir por palavras.
Mas até esses têm uma – indizível.
É a palavra que gera convergências e conflitos, lágrimas, sorrisos e gargalhadas, abraços e adversidades; que reflecte reverências e sarcasmos, proximidades e distâncias.
A palavra é sede e sede de criação e liberdade.
Vale dizer que a música, o gesto, a pintura, como formas de expressão e comunicação, terão mais universalidade e menos fronteiras. Mas não são elas igualmente pautadas por códigos, discursos e gramáticas de muito diversas geografias sociais e culturais? Não terão as suas próprias fronteiras?
É que a palavra também não tem pátria. É, ela própria, pátria; uma das muitas pátrias dos nossos afectos.
A palavra tem som, cor, corpo e alma.
É verdade que as palavras às vezes (tantas vezes…) cansam.
Quando nos vêm só falar.
E nada nos vêm dizer…

João Luís Oliva



SESSÕES ESPECIAIS PARA PÚBLICO ESCOLAR

Momentos de maior comunicação e interação com alunos e professores, abordando a importância do humor nos processos de aprendizagem.
Uma ocasião de certificação do sábio pensamento de Millôr Fernandes: “Entre o riso e a lágrima há apenas o nariz”.

A poética da palavra como ferramenta de animação emotiva na sala de aula.
O imaginário poético e o humor no despertar dos processos criativos de incentivo à escrita e leitura.

“O mundo gira sobre palavras lubrificadas com óleo de paciência. Os cérebros estão cheios de palavras que vivem em boa paz com as suas contrárias e inimigas.”
José Saramago

AAC - ASSOCIAÇÃO AMIZADE NO CASAMENTO Escola de Mulheres - Oficina de Teatro




AAC - ASSOCIAÇÃO AMIZADE NO CASAMENTO 
Escola de Mulheres - Oficina de Teatro
Teatro



Local:  Palco do Auditório 1
Data/Hora:  Sex. 14 de dezembro de 2018 às 21:45

Preço: 5/7,5 €
Duração: 70 minutos
Classificação: M/!4

Dança e teatro num espetáculo sobre o amor e os modos como nos entregamos ou deixamos enganar por ele.


Um ator e uma atriz dão corpo a diferentes personagens, independentemente do género, num texto em que as relações amorosas assumem particular destaque. Numa linguagem experimental, onde a dança e o teatro se fundem num objeto artístico peculiar que articulará as disciplinas, texto, corpo e sonoridade, de forma única e original.

Neste texto são abordadas as relações amorosas, a encenação de Marta Lapa habita o terreno da experimentação, indiferentemente do género.

Com um texto misterioso e delirante, este espetáculo articula as diversas linguagens, texto, corpo e música de forma única e original.


PREÇO: 7,50€ / Associado: 5€ / Descontos: 6€ / Desempregado: 2,50€ / Bilhete família disponível




Ficha Técnica


Texto: Nuno Moura
Encenação e espaço cénico: Marta Lapa
Interpretação: Margarida Cardeal e Vitor Alves Da Silva
Música original: Pedro Moura
Fotografia e design gráfico: Valério Romão
Desenho de luz e operação técnica: Paulo Santos
Produção executiva: Maria Albergaria 
Direção de produção: Ruy Malheiro

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Teatro - 20 Dizer Que Estou Contigo



A ACERT, no período que se seguiu aos incêndios avassaladores do ano passado, decidiu dar o seu apoio às iniciativas da sociedade civil que ocorreram. Sabendo que a ação solidária não se deveria confinar ao período imediato, preparou espetáculos que, ao longo do ano, acontecessem junto das populações afetadas pela calamidade. 

Ciente de que a solidariedade não se confina à sempre necessária e urgente ajuda financeira, a ACERT pretende com este programa artístico-cultural demonstrar a importância de vivenciar com proximidade afetuosa com os habitantes de freguesias que sofreram os horrores dos incêndios. Os espetáculos integrarão textos e poemas de alunos que foram desafiados a escrever para o efeito. 

Serão momentos de partilha para amenizar desgostos. Incentivos de esperança e determinação pelos desafios de ânimo que importa erguer coletivamente.


Calendário das apresentações

20 Dizer Que Estou Contigo
de 30 nov. a 9 dez. 2018

30 nov. sex, 21:00
Nespereira, Oliveira de Frades
Sede da ACRENE - Associação Cultural e Recreativa de Nespereira2 dez. dom, 17:00
Vale de Paredes, Mortágua
Associação Cultural e Recreativa de Vale de Paredes


6 dez. qui, 21:00
Cunha Baixa, Mangualde
Centro Social União e Progresso da Cunha Baixa7 dez. sex, 21:00
Vila Ruiva, Nelas
Centro Social Desportivo Cultural e Recreativo de Vila Ruiva

8 dez. sáb, 21:00
Oliveirinha, Tábua
Funsação Octávio Maria Oliveira " Associação Cultural e Recreativa de Vila Nova de Oliveirinha9 dez. dom, 17:00
Treixeido, Santa Comba Dão
Grupo Desportivo Treixedense




quarta-feira, 21 de novembro de 2018

"Para ti, sophia" Estreia do Trigo Limpo teatro ACERT



Estreia do Trigo Limpo teatro ACERT
23 e 24 nov. sex e sáb, 21:45 · Auditório 2

Enquanto nos sentimos “pequenos” o mundo ainda nos fascina e os ciclos da vida ainda são diários, próximos da natureza e inscritos na memória coletiva… a água (toda ela: na fonte, no lago, no rio ou no mar) lembra-nos sempre, talvez inconscientemente, o ventre materno, esse lugar mágico onde voámos por dentro do estado líquido. O sol, as flores, os animais, o dia e a noite nascem e morrem lembrando-nos que somos efémeros.
Enquanto nos sentimos “pequenos” reinamos, fazendo de conta, e tudo tem a magia dos sonhos, lembrando-nos que a realidade é também o que imaginamos.

Sophia descreve o mundo, através do olhar dos mais “pequenos”, de uma forma sublime. O Trigo Limpo teatro ACERT cria parte desse mundo neste espetáculo de teatro para todos, inspirando-se num livro da autora que faz parte do Plano Nacional de Leitura.


“Florinda – disse o Rapaz de Bronze – vou-te ensinar um grande segredo: quando tu vires uma coisa acredita nela mesmo que todos digam que não é verdade. (…) As coisas extraordinárias e as coisas fantásticas também são verdadeiras…”

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Acert - CLOWNS À SOLTA FINTA 2018


CLOWNS À SOLTA
FINTA 2018



Queres ser clown por um dia? Se tens mais de 12 anos e menos de 90 anos inscreve-te já.

Precisamos de pelo menos 40 clowns de nariz vermelho para uma performance que se irá realizar no sábado, dia 17/11, durante a tarde, pelas ruas de Tondela.

Não precisas de jeito, nem de experiência, só vontade de participar. Prometemos diversão, harmonia e união. Juntos somos mais fortes.

Um único ensaio : sábado, dia 10, das 14:30h às 19:00h na Sala Orgânica do Novo Ciclo ACERT 

Inscreve-te aqui ou vai à nossa página. Também podes inscrever-te na secretaria.

Através do e-mail geral@acert.pt

Download da ficha de inscrição.

ACERT - TIAGO PEREIRA Nu Palco


TIAGO PEREIRA
Nu Palco

Palco do Auditório 1
Sáb, 10 de novembro de 2018 às 21:45
Preço: 5/3 €

Uma conversa que pode ser espetáculo, performance e sabe-se lá que mais. 

Realizador, documentarista, visualista, vencedor do prémio Megafone 2010 na categoria “missão”, Tiago Pereira tem desenvolvido um estilo único a documentar, recolher e misturar imagens em movimento. Os seus filmes transdisciplinares remetem para manifestações de cultura imaterial como a música, rituais e performances, procurando sempre novos usos da tecnologia e novas abordagens à cultura popular e ao tradicional.


O público conhece-o bem através do programa “A música portuguesa a gostar dela própria”, projeto a que se tem dedicado de corpo, alma e muito coração nos últimos anos.


Com a ACERT mantém uma longa e duradoura amizade, tendo colaborado no espetáculo Transviriato, no ano 2001, e tendo realizado o vídeo Viagem mágica 25 anos Trigo Limpo, no ano seguinte.


PREÇO: 5,00€ / Associado: 3€ / Descontos: 4€ / Desempregado: 2,50€ / Bilhete família disponível

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

ACERT - A POESIA NA CERÂMICA NEGRA



A POESIA NA CERÂMICA NEGRA
Carlos Lima e Xana Monteiro
Formação

Local:  Novo Ciclo ACERT
Data/Hora:  de 9 a 11 de novembro de 2018

A cerâmica proporciona o desenvolvimento da criatividade e do senso artístico, possibilitando encarar a vida de maneira diferente, mostrando que tudo tem o seu tempo e razão de ser e acontecer. A sensação de mexer no barro é tranquilizante e bastante gratificante quando vemos uma matéria-prima sem forma transformar-se em algo que se idealizou.


Nesta oficina, os participantes serão desafiados a “pôr a mão na massa” e a dar vida ao barro através de estímulos sensoriais, em harmonia com texturas e brunidos que potenciam a criatividade e conferem a cada peça um carácter único. Todas as técnicas ensinadas fazem parte de um trabalho de investigação/execução, ao longo de uma carreira com mais de 30 anos, de dedicação à cerâmica negra dos dois ceramistas formadores.


Ficha Técnica
(Nota: as peças resultantes poderão ser cozidas nos dias 23 e 24 de novembro na oficina de “ Construção de um forno para cerâmica com materiais reciclados”, mediante inscrição)


Formadores: Carlos Lima e Xana Monteiro
Público-alvo: Interessados com ou sem experiência em cerâmica.


Máximo de 15 participantes
Maiores de 16 Anos

9 a 11 de novembro 2018
Sexta: 20:00 às 23:00
Sábado: 10:00 às 12:30 e das 14:30 às 18:00
Domingo: 10:00 às 13:00

Preço : 35 € / Associados: 30 €


Inscrições:
Na secretaria da ACERT ou através do e-mail geral@acert.ptFaça download da ficha de inscrição AQUI.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Finta - LA TORTILLA DE MI MADRE Peripécia Teatro


LA TORTILLA DE MI MADRE
Peripécia Teatro



Quinta, 15 de novembro de 2018 às 22:00 no Auditório 2


Uma comédia sobre a solidão, a criação e o tempo que passa.


“As notas de cómico, a que a companhia nos habituou desde os primeiros trabalhos, se, por um lado, atenuam a dimensão trágica da trama, por outro, revelam-se uma forma subtil de observar à lupa os pormenores quotidianos da existência que nos escapam ou que preferimos, porque nos doem, ignorar. A peça resulta, assim, numa reflexão perspicaz e acutilante sobre a impiedade do tempo, sobre as relações humanas, as incoerências da existência e sobre a solidão, a que nos forçam ou à qual nos forçamos, por comodismo ou por opção, e que é fruto da crescente desumanização que caracteriza o nosso tempo. É, ao mesmo tempo, a confirmação do efeito que livros e memórias podem ter nas nossas vidas, sobre como podem salvar-nos da loucura ou da solidão ou de ambas. Neste trabalho da Peripécia Teatro, ganha igualmente relevo o processo criativo da escrita, não raras vezes desassossegado e doloroso, em que o escritor se debate com as suas memórias, com as personagens que teimam em conduzir o curso da intriga ou com a falta de inspiração.”

Luisa Félix
Professora de Português e autora do Blog “letras são papéis” - amaroinfinito.blogspot.pt


Caderneta FINTA: 25 € / Associado: 20€
PREÇO Bilhete: 7,50€ / Associado: 5€ / Descontos: 6€ / Desempregado: 2,50€ / Bilhete família disponível
Ficha Técnica

Criação, Dramaturgia e Interpretação: Noelia Domínguez e Sérgio Agostinho
Técnica Vocal: Joana Valente 
Caracterização e Maquilhagem: Maria Simões 
Espaço Cénico: Peripécia TeatroFigurinos: Peripécia Teatro e Cláudia Ribeiro 
Iluminação: Pedro Pires CabralProdução Executiva: Sara Casal 
Direção, Co-criação: José Carlos Garcia
Duração: 65 minutos


sábado, 27 de outubro de 2018

Teatro - Finta - INSPEKTOR, Este - Estação Teatral


INSPEKTOR
Este - Estação Teatral

Quarta, 14 de novembro de 2018 às 22:00 no Auditório 1




A liberdade e a vigilância em cena num espetáculo inspirado em Nikolai Gógol.


Numa pequena cidade de província da Rússia de Nicolau I, os seus principais representantes, os diretores e responsáveis pelas suas instituições, agem a seu belo prazer, dissociados do interesse comum. Surge a notícia de que pode estar já ali presente um inspetor geral do reino para averiguar o bom funcionamento da sua edilidade. Notícia que põe todos em movimento, tal a instabilidade e preocupação que cria no ‘status’ há muito estabelecido por um grupo de caciques cujo burgomestre é o seu mais distinto impulsionador. Inspektor é uma obra que nasce de outra (tem como ponto de partida o famoso texto de Nikolai Gógol, O Inspector), nesse potencial que a arte tem de desdobramento em novas funções.

Nuno P. Custódio



Caderneta FINTA: 25 € / Associado: 20€
PREÇO Bilhete: 7,50€ / Associado: 5€ / Descontos: 6€ / Desempregado: 2,50€ / Bilhete família disponível

Ficha Técnica

Encenação: Nuno Pino Custódio 
Dramaturgia (a partir da obra de Nikolai Gógol): Nuno Pino Custódio, em co-criação com Joana Poejo, Pedro Fino, Roberto Querido, Samuel Querido e Tiago Poiares 
Espaço Cénico: Pedro Novo
Figurinos: Maria Luiz 
Desenho de Luz e Operação: Pedro FinoCo-Produção: Cine Teatro Avenida de Castelo Branco
Interpretação: Joana Poejo, Roberto Querido, Samuel Querido e Tiago Poiares

Duração: 60 minutos
Classificação: M/12


Fundada em 2004, a ESTE – Estação Teatral da Beira Interior nasceu da premência de dar corpo a uma estrutura de raiz que pensasse o teatro como um verdadeiro interlocutor, promovendo contactos e parcerias mais transversais com a comunidade. O teatro não estaria mais cativo de um edifício, mas surgia da promoção da estação de trabalho.

Este fulcro do teatro se constituir como uma NECESSIDADE no seio da sua zona privilegiada de intervenção jamais se percebeu como um movimento para dentro. Toda uma metodologia no campo da formação do ator e um padrão inspirado em formas tradicionais/populares (para que se relançasse uma linguagem moderna) foram introduzidos por Nuno Pino Custódio. Desde a fundação, em 2004, a ESTE tem estreado anualmente uma ou duas criações e produzido projetos específicos com outras entidades e agentes.

Acert - Exposição - OUTROS CARTOONS de Luís Afonso



OUTROS CARTOONS
Luís Afonso
Exposição

Galeria ACERT
De 6 de outubro a 8 novembro

Uma mostra de trabalhos menos conhecidos do autor de Bartoon, Barba e Cabelo e A Mosca. São 50 as obras expostas que pode ver na galeria da ACERT 

Luís Afonso (1965, Aljustrel) Com formação académica em Geografia (Universidade de Lisboa, 1988), foi professor da disciplina e trabalhou em projetos de desenvolvimento local/regional até 1995. A partir desse ano dedicou-se exclusivamente aos cartoons, atividade que havia iniciado 10 anos antes. Colabora em vários órgãos de comunicação social, sobretudo na imprensa, com tiras diárias nos jornais Público (Bartoon), A Bola (Barba e Cabelo) e Jornal de Negócios (AS), mas também na rádio e na televisão, com uma rubrica diária na Antena 1 e RTP (A Mosca). É autor e oito livros de cartoons, sete como autor integral e outro como argumentista. Em 2012 estreou-se na ficção com O Comboio das Cinco, a que se seguiu, em 2016, O Quadro da Mulher Sentada a Olhar Para o Ar Com Cara de Parva e outras histórias, ambos editados pela Abysmo. Em 2017 publicou o conto “Chez Hippolyte” na edição portuguesa da revista Granta.


Entrada gratuita.


Ficha Técnica

Inauguração e conversa com o autor moderada por Nuno Santos Cash: 6 de outubro, às 18:00
De 6 out. a 8 nov.
Galeria ACERT · Entrada Gratuita

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

ACERT - Teatro - NO TEMPO DA MENINA DOS CABELOS BRANCOS



NO TEMPO DA MENINA DOS CABELOS BRANCOS
Teatro Onomatopeia (ZunZum Associação Cultural)
Teatro

Preço: 5/7,5 €
Duração: 45 minutos


Um espetáculo para todas as idades onde a brincadeira é o fio condutor entre diferentes gerações. 

Através de uma querida avozinha e do seu irrequieto e divertido neto, esta peça para toda a família contrapõe as brincadeiras dos tempos antigos com a dos tempos modernos.

Alguns dos jogos e brincadeiras de antigamente, que podem ser jogados no final por quem assiste, mostram que a habilidade e a imaginação nos podem levar a sonhar, quem sabe, com os tempos de hoje, onde tudo nos é dado e nada, ou quase nada, é por nós construído. Marca de um tempo não tão antigo assim, em que o fruto da nossa imaginação e da arte de com pouco se fazer tudo eram sinónimos de brincadeiras entre amigos em que o tempo parava e um dia nunca chegava.

Uma história para avós e netos, para ser descoberta com a saudade de quem já foi criança e nunca deixou de o ser.


PREÇO: 7,50€ / Associado: 5€ / Descontos: 6€ / Desempregado: 2,50€ / Bilhete família disponível

Ficha Técnica
Dramaturgia e Texto Original: Pedro Sousa

Encenação: Coletiva
Interpretes: Isabel Costa e Roger Bento

Cenografia, Figurinos e Ilustração: Mara Maravilha

Carpintaria: Fernando Saraiva

Material Gráfico e Design: oficina Zé ferreiro



25 e 26 de outubro 2018 às 10:30 e às 14:30 (Púb. escolar)

quinta-feira, 7 de junho de 2018

ACERT - FOGO!


FOGO!

Um espetáculo cómico e musical que procura exorcizar o medo e jogar com a riqueza de significados da palavra e das emoções nela contidas.


O fogo do amor, da paixão, também da destruição. À roda de uma fogueira onde se contam histórias, se cantam histórias e se ri das histórias, o fogo é o mote para um espetáculo quente e animado. Um espetáculo cómico e musical que procura exorcizar o medo e jogar com a riqueza de significados da palavra e das emoções nela contidas.

Fogo, chama, lume, luz, paixão, brilho, ardor, espanto… O ponto de partida é este, os diferentes significados que a expressão pode ter.
Será um fogo que nos alimenta ou que nos consome? 
Um fogo que nos alumia ou destrói?

Que nos espanta? …Ou nos dói?


Bar ACERT
Sex, 16 de março de 2018 às 23:30

S. Gemil
Sáb, 17 de março de 2018 às 21:30

Lobão da Beira
Dom, 18 de março de 2018 às 15:30

Clube Recreativo de Castelões
Sáb, 9 de junho de 2018 às 21:30

12ª Feira Gastronómica do Cabrito do Caramulo
Dom, 10 de junho de 2018 às 15:30

ARTE CRUA Núcleo de Cerâmica da ACERT + Grupo Desalinhados



ARTE CRUA
Núcleo de Cerâmica da ACERT + Grupo Desalinhados

Auditório 2
Sáb, 7 abr'18 às 21:45
Feira Cultural de Coimbra
Qua, 6 jun'18 às 22:00

Núcleo de ceramistas da ACERT numa roda viva

Desalinhados nasce de um convite efetuado pela ACERT (Tondela) aos ceramistas Carlos Lima e Xana Monteiro, para a criação de um evento que integrasse o Tom de Festa 2016 - Festival de Músicas do Mundo. Estes dois ceramistas desafiaram oito colegas seus, de diversas zonas do país, para a execução desta Cerâmica em Performance, com música ao vivo.

Depois do sucesso alcançado nos três espetáculos realizados no Tom de Festa, os ceramistas decidiram formar o grupo Desalinhados.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Corte do apoio da DGArtes, um duro golpe para a ACERT.


Corte do apoio da DGArtes,
um duro golpe para a ACERT.

A ACERT apresentou à Direção Geral das Artes a sua candidatura ao apoio às artes para o quadriénio 2018-2021, tal como tem vindo a acontecer desde 1992. 
 
A avaliação do júri à candidatura da ACERT foi manifestamente punitiva e gravosa contrariamente ao reconhecimento público que a ACERT tem vindo a merecer por parte dos diferentes titulares da pasta da Cultura.
 
Em conformidade com a lei a ACERT recorreu da avaliação do júri em audiência de interessados. Neste recurso foram apresentados factos que comprovavam que a classificação do júri pecava por não terem sido tomados em conta factores relevantes e valorativos que o regulamento preconizava, nomeadamente o histórico da ACERT que não foi devidamente pontuado, bem como o percurso de cumprimento de todos os compromissos estabelecidos em anteriores candidaturas, demonstrativos do rigor com que a ACERT tem desenvolvido a sua atividade. No decurso da audiência de interessados e após análise de todo o processo e das candidaturas de outras estruturas concorrentes, a ACERT nunca compreendeu as razões da avaliação, que considera injusta.  
 
Após a audiência de interessados e conhecidos os resultados finais, verificou-se que não foram atendidas nenhumas das razões fundamentadas, mantendo o júri a avaliação inicial e, por isso, a ACERT não recebeu qualquer reforço de verbas em relação ao inicialmente proposto nos resultados provisórios. A única alteração verificada foi a reposição do corte cumulativo nos dois primeiros anos do apoio que, numa primeira fase, aquando do conhecimento dos resultados provisórios por falta de dotação orçamental, a ACERT não iria receber.
 
Para o quadriénio 2018-2021 a ACERT sofre uma redução de 40% em relação ao montante solicitado na candidatura (valor que já lhe tinha sido atribuído em 2005 e 2006). Comparativamente ao anterior apoio (2013/2017) existe uma redução efetiva de 52.906€ por ano.
 
Este corte penaliza a ACERT, tendo consequências graves para a atividade da Associação e para todos os que direta ou indiretamente beneficiam dessa atividade. Em primeiro lugar o público! A criação e a circulação dos espetáculos do Trigo Limpo teatro ACERT, a programação regular do Novo Ciclo e os festivais serão também afetados, assim como os compromissos económicos, nomeadamente os salários da sua equipa profissional.
 
A ACERT demonstrou ao Ministro da Cultura e ao Governo a sua indignação pelo resultado do concurso, tendo para isso solicitado uma reunião com carácter de urgência ao Ministro da tutela.  Este resultado coloca a ACERT nos níveis de apoio mais baixos desde 1992, contrariando uma consequente e reconhecida atividade de criação teatral e de programação do seu espaço multidisciplinar Novo Ciclo ACERT, centro de recursos culturais de caráter associativo, de confluência multicultural e de serviço público na área da cultura e da cidadania participativa.
A ACERT vê-se por isso desprestigiada, ciente de que este corte afeta igualmente uma cidade e uma região que há muitos anos conquistou uma notoriedade cultural nacional de prestígio.
 
A Direção da ACERT manifesta igualmente o seu profundo reconhecimento pelas posições e gestos de solidariedade demonstrados pelo Município de Tondela na análise conjunta de alternativas que possam minorar as implicações negativas que esta redução de apoio possa ter para os habitantes deste território e para o desenvolvimento cultural do interior do país, universo de atuação onde a ACERT tem dedicado o melhor do seu talento e empenho. A ACERT agradece aos cidadãos, artistas, estruturas congéneres, às empresas patrocinadoras, estabelecimentos de ensino, outras autarquias e organizações da sociedade civil que manifestaram o seu desejo de cooperação perante a situação a que a ACERT se vê remetida. 
 
A Direção da ACERT não deixará que o bom nome da Associação seja desacreditado, demonstrando a sua convicção em prosseguir um percurso de resistência e de afirmação de um trabalho que, ao longo de 42 anos, irá continuar a ser honrado com o assumir das suas responsabilidades culturais de prestação do serviço público, matriz de referência da sua razão de existir e de se afirmar no panorama da cultura e das artes nacionais.
 

A Direção da ACERT
2018-05-10

segunda-feira, 14 de maio de 2018

ACERT - PAPIM PAPA PALAVRAS


PAPIM PAPA PALAVRAS
Fértil – arte, educação e cultura
Teatro


Auditório 2
10 maio de 2018 às 10:00 e às 14:30

Auditório 2
11 maio de 2018 às 10:00 e às 14:30

Auditório 2
Sáb, 12 mai de 2018 às 16:00

“Papim Papa Palavras” é uma criação dedicada à primeira infância e família. 

Papim, um monstro papão fora do vulgar, em vez de assustar meninos vem para lhes mostrar a magia das palavras existentes nas histórias. Um monstro imaginário criado pela mãe do Afonso através do seu brinquedo preferido, um móbil cheio de palavras ilustradas. Durante o espetáculo, vamos brincar com muitas palavras e a sua sonoridade. A porta bate e o Papim, que é um papão, papa tudo o que lhe aparece à mão.


CONCEITO ARTÍSTICO

Papim Papa Palavras é um espetáculo/jogo performativo que explora o universo poético e as lengalengas, levando a uma viagem sonora envolvida na palavra.

O choro, a primeira incursão que um bebé faz no mundo da linguagem, que expressa o choque de sair de um lugar aconchegante para um lugar desconhecido. A partir de então vai absorvendo os sons, os tons e as palavras que moldarão a forma como vai falar. A fala está ligada de forma inextricável à audição.

Quando ouve outras pessoas conversarem, o bebé aprende os sons das palavras e como as frases são estruturadas. À medida que um bebé cresce, vai desenvolvendo um repertório delicioso de gorgolejos, suspiros e arrulhos, tornando-se uma mini-fábrica de som.

A Vocalização é uma brincadeira para a criança, que faz experiências usando a língua, os dentes, o céu-da-boca e as cordas vocais para produzir todo o tipo de sons engraçados. E fá-los repetidas vezes, sem se cansar.

Com brincadeiras musicais, formas geométricas e imagens que entrem no imaginário infantil, um mundo sem fim, desvendar-se-ão novas palavras e significados dentro das palavras existentes, reinventando-as através do som da voz. As onomatopeias, os versos, as rimas, fazem parte deste universo a ser explorado.

Papim Papa Palavras termina com um móbil gigante, um brinquedo típico para crianças de berço, cheio de palavras ilustradas, formas, cores e ilustrações.

PREÇO: 7,50€ / Associado: 5€ / Descontos: 6€ / Desempregado: 2,50€ / Bilhete família disponível 


Ficha Técnica

Criação e interpretação de Neusa Fangueiro e Rui Alves Leitão
Criação Plástica Theresa Campos

quinta-feira, 3 de maio de 2018

A CERÂMICA OCUPA A GALERIA DA ACERT


A CERÂMICA OCUPA A GALERIA DA ACERT 
CERAMISTAS EM DIÁLOGO COM O MOVIMENTO MAIO 68 
Exposição

Galeria ACERT
Sáb, 5 maio de 2018 às 21:00
Galeria ACERT
De 5 de maio a 24 de junho de 2018

Convidados do núcleo de ceramistas da ACERT (NCA) foram desafiados a realizar um elemento cerâmico de característica individual a partir das frases das ruas de Paris com vista a integrarem uma exposição colectiva. 

Como processo de trabalho foi a leitura do livro “Les Murs Ont la Parole - Journal mural Mai 68” de de Julien Besancon, que reuniu muitas das frases escritas nas paredes da cidade e que simbolizaram a ruptura com o status quo.
Esta ruptura e a forma de pensar que foi o ícone de um movimento onde a renovação dos valores acompanhou as referencias de uma cultura jovem, estudantil, operária, por oposição ao que existia serão o mote para uma exposição na Galeria ACERT que convidará à reflexão sobre os valores defendidos e propostos à 50 anos, e sobre a sua pertinência ou relevância nos dias de hoje.

Cada ceramista escolhendo uma frase/pensamento/provocação do livro irá construir uma peça que com ela fará um diálogo que pode assumir formas concordantes ou discordantes, irónicas ou panfletárias.

Entrada gratuita.


Ficha Técnica

Inauguração: Sáb, 5 de maio de 2018 às 21:00
Galeria ACERT
Até 24 de junho de 2018

Lista de Ceramistas:
Alberto Azevedo, Ana Lousada, Carlos Lima, Carlos Neto, Cristina Vilarinho, João Gomes, José Machado Pires, Miguel Neto, Ricardo Lopes, Vasco Baltazar/Zita Rosa e Xana Monteiro.

MAIO DE 68 NA ACERT - A imaginação ao poder!



MAIO DE 68 NA ACERT
A imaginação ao poder!


Meio século depois do Maio que mudou tanto na Europa e no mundo, iniciamos a programação deste mês com mais uma edição de Nu Palco. O convidado é o encenador, ator e dramaturgo português Hélder Costa, que também andou por Paris em 1968.

Na Galeria, uma exposição que nasce do convite do núcleo de ceramistas da ACERT a vários artistas, desafiados a realizar um elementos cerâmicos a partir de frases e slogans do Maio de 68. 

HÉLDER COSTA
Nu Palco

Preço: 3/5 €
Local:  Palco do Auditório 1
Data/Hora:  Sáb, 5 de maio às 21:45


Um dos grandes nomes do teatro português estará Nu Palco para um encontro que também será conversa com o público 

Era 3 de Maio, três da tarde.
Estava eu a tomar uma bica com uns amigos no Boulevard S Michel, quando começou a descer uma manifestação de estudantes. 
- Olha, mais uma!
- E os chuis?
-Devem estar a chegar.
Claro que já lá estavam, sabiamente escondidos à esquina da ponte, e passados uns segundos começaram a mostrar-se.
Pausa, silencio, só faltava a música do Morricone para recordar “ Era uma vez no Oeste”.
E nisto, a manifestação começou a avançar.
-Eh pá, os gajos estão a andar.
-Pois é. O que é isto?
-Isto hoje...
E, de repente, a manifestação desatou a correr.
Mas, oh milagre do inesperado, a correr em direcção à policia!
E a polícia, surpreendida com tal prova de afecto, recuou e entrincheirou-se.
Algum garboso centurião terá apelado ao nobre sentido cívico dos CRS, e ei-los que desembolaram enraivecidos.
Começaram a voar pedras, lixo, chávenas e cadeiras dos cafés.
-Vamos?
- Que remédio!
- Até parece mal se a gente não dá uma ajudinha.
Esta conversa e a descrita “perturbação da ordem pública” passaram-se nos primeiros minutos da primeira manifestação que lançou o Maio de 68.


Hélder Costa


PREÇO: 5,00€ / Associado: 3€ / Descontos: 4€ / Desempregado: 2,50€ / Bilhete família disponível 


Ficha Técnica

Hélder Costa nasceu em Grândola a 6 de janeiro de 1939. É encenador, ator e dramaturgo. Estudou Direito na Faculdade de Direito de Lisboa e na Faculdade de Direito de Coimbra. Integrou o CITAC, em Coimbra, e presidiu ao Cénico de Direito, em Lisboa.


Exilado em Paris, frequentou o Institut d'Études Théatrales da Universidade de Sorbonne e foi fundador do Teatro Operário de Paris (1970). Após o 25 de Abril de 1974, regressou a Portugal e foi um dos membros fundadores do grupo A Barraca, onde é encenador e diretor artístico. Dirigiu vários espetáculos em Espanha, Brasil, Dinamarca e Moçambique. É, igualmente, autor de uma vasta obra publicada.